Saúde Infantil

5 Testes que o bebê deve fazer quando nasce

Marcelle da Costa
Escrito por Marcelle da Costa

Após o nascimento do bebê é preciso que ele seja avaliado por um médico pediatra e realize uma série de testes para saber se está tudo bem, antes de ir para casa. Estes testes são realizados ainda no hospital nas primeiras horas de vida:


1.Teste do Pezinho

Realizado em todos os hospitais do Brasil e de Portugal, consiste em retirar algumas gotas de sangue do pezinho do bebê 48 horas após nascer ou até o 5.º dia de vida.

Esse teste é de extrema importância porque avalia se o bebê possui um conjunto de doenças metabólicas, genéticas, endocrinológicas ou enzimáticas, que podem ser tratadas o quanto antes, evitando o seu agravamento, e até mesmo a morte do bebê. Algumas destas doenças são: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo congénito, Doença falciforme, Fibrose cística, Hiperplasia adrenal congénita e Deficiência de biotinidase.

2. Teste do Coraçãozinho (oximetria)

O médico ausculta o coração do bebê para verificar se os batimentos cardíacos estão saudáveis ou se o bebê possui alguma alteração cardíaca que deve ser investigada com outros exames, como o ecocardiograma. Além disso, é verificada o pulso do bebê e a sua oxigenação sanguínea. O local dessa aferição é no braço direito e numa das pernas, o objetivo é verificar se o oxigénio está chegando devidamente a todo corpo. Desde 2014 esse teste se tornou obrigatório em todos os hospitais do Brasil.

As doenças que podem ser verificadas com o teste do coraçãozinho são: transposição das grandes artérias; síndrome de hipoplasia do coração esquerdo, coartação de aorta crítica e similares; atresia pulmonar e similares.

3. Teste da Orelhinha

A triagem auditiva neonatal consiste na realização de um teste que serve para avaliar se o bebê ouve bem e se possui alguma malformação ou outro problema de audição que possa ser diagnosticado e tratado precocemente. No Brasil o teste da orelhinha é obrigatório na rede pública desde 2010 e deve ser realizado no 1.º mês de vida do bebê.

Os bebês que tem maiores hipóteses de ter alguma perda auditiva são aqueles com histórico familiar de perda auditiva, em caso de infecção intrauterina, tenha permanecido mais de 5 dias na UTI (cuidados intensivos), tenha sido exposto a medicamentos, Otite de repetição, Hiperbilirrubinemia, anomalias cranio-faciais, doenças como meningite, TCE (traumatismo cranioencefálico) e quimioterapia.

4. Teste da Linguinha

Este teste serve para avaliar se o bebê possui a língua presa, o que pode comprometer o sugar, mastigar, engolir e falar. Logo nos primeiros meses de vida, o freio curto pode prejudicar muito a amamentação porque os movimentos da língua são de extrema importância para conseguir retirar o leite materno e se alimentar de forma eficiente. Se o médico confirmar que o freio (travão) da língua é muito curto poderá realizar um pequeno corte, para ‘soltar’ a língua, facilitando a sua alimentação.

O teste do frênulo lingual passou a ser obrigatório em toda rede SUS desde 2015. O teste não dói e é realizado em etapas diferentes, o 1.º teste deve ser realizado com 1 mês de vida, deteta os casos mais graves, mas devem se seguir outros testes da linguinha até que ele complete 6 meses, caso o 1.º teste tenha dado alguma alteração.

5. Teste do Quadril

Este teste serve para verificar se existe alguma luxação no quadril do bebê, o que pode acontecer durante o parto ou por uma condição chamada displasia congénita que pode causar necrose da cabeça do fémur. O médico irá realizar os testes ortopédicos chamados teste de Barlow e teste de Ortolani, que consistem em movimentar as pernas do bebê em certas posições para verificar se existe alguma alteração na forma como as coxas se encaixam no quadril. Se estes testes não forem realizados, as alterações no quadril do bebê só vão aparecer quando este começar a engatinhar.

O resultado destes testes deve ser de conhecimento do pediatra ou médico de família e devem estar anotados na caderneta de saúde da criança. Esses testes devem ser realizados entre 1 e 2 meses de vida e se for observada alguma alteração o tratamento pode ser feito com uso de uma órtese que mantém o bebê com as pernas abertas e joelhos dobrados por 2 ou 3 meses.

Sobre o Autor

Marcelle da Costa

Marcelle da Costa

Fisioterapeuta credenciada, com formação em Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil.
Empreendedora social, prática e sempre pronta a ajudar!