Saúde Infantil

Síndrome de Turner

Marcelle da Costa
Escrito por Marcelle da Costa

A Síndrome de Turner é uma doença genética, que afeta as meninas e que não tem cura. Suas principais características são a não entrada na puberdade e a baixa estatura. O tratamento é feito com medicamentos que estimulam a puberdade e o desenvolvimento.


Características Físicas

A pessoa portadora da Síndrome de Turner tem as seguintes características físicas:

  • Pescoço curto e largo;
  • Dobras de pele atrás do pescoço;
  • Início da formação de cabelo abaixo da nuca;
  • Tórax largo;
  • Baixa estatura na idade adulta podendo ser a altura final média 143 cm, pelo menos 20 cm abaixo da média da população feminina;
  • Alterações cardíacas, como estreitamento da aorta;
  • Formação de elevações na pele, cobertas de pelo;
  • Unhas mal desenvolvidas;
  • Escoliose na adolescência;
  • Ausência de ovários e consequente infertilidade irreversível;
  • Vagina, seios, útero e lábios vaginais infantis;
  • Aumento do risco de obesidade;
  • Sobrancelhas espessas;
  • Pode haver estrabismo.

Existe ainda uma maior tendência para desenvolver doenças da tireóide, nos rins e diabetes e por isso o médico pode solicitar exames de forma regular para uma avaliação cuidadosa.

Síndrome de Turner na Escola

A pessoa portadora de Síndrome de Turner pode frequentar a escola regular, sem nenhuma necessidade de ensino especial. No entanto, deve-se ter em consideração alguns fatores:

  • Atraso na aprendizagem;
  • Transtorno do déficit de atenção/hiperatividade;
  • Dificuldade na avaliação das relações visuais e espaciais, planejar tarefas e prestar atenção;
  • Baixas notas em matemática mesmo que tenha ótimo empenho em testes de inteligência verbal.

A falta de inteligência é muito rara e todas as crianças/adolescentes podem ser estimulados a estudar para alcançar melhores resultados. O reforço escolar pode ser iniciado o quanto antes e o hábito de estudar em casa, além da escola deve ser desenvolvido desde cedo.

Tratamento da Síndrome de Turner

O tratamento deve ser feito com a toma de medicamentos hormonais como o GH para estimular o crescimento e a reposição de estrogênio por alguns anos, até ter chegado à maturidade. Quando há algum defeito no coração pode-se realizar uma cirurgia cardíaca. O início da toma da medicação se dá quando a menina deixa de seguir o mesmo padrão de crescimento de outras meninas, ainda na infância e a finalização se dá por volta dos 14 anos.

A prática de atividade física na infância contribui para o bom desenvolvimento ósseo e para melhorar a capacidade cardíaca, diminuindo as chances de obesidade. Se a criança ou adolescente apresentar alguma alteração cardíaca deve-se falar com o pediatra antes de iniciar esse tipo de aulas, caso contrário não há restrições e todo tipo de atividade física é possível, desde que respeite o gosto e as limitações da crianças, talvez essa criança não tenha muita habilidade para jogar basquete, mas pode ser ótima no futebol.

Sobre o Autor

Marcelle da Costa

Marcelle da Costa

Fisioterapeuta credenciada, com formação em Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil.
Empreendedora social, prática e sempre pronta a ajudar!