Saúde Infantil

O que é Febre Tifóide: sintomas, tratamento e como evitar

Marcelle da Costa
Escrito por Marcelle da Costa

A febre tifóide é uma doença causada pela bactéria Salmonella enterica sorotipo Typhi que causa febre, dor na barriga e manchas vermelhas na pele, necessitando de tratamento com a antibióticos por cerca de 3-4 semanas.


Apesar de aguda essa doença vai se desenvolvendo e apresentando sintomas que vão se agravando pouco a pouco, e por vezes, usam-se antibióticos de amplo espectro antes de saber exatamente do que se trata, dificultando o diagnóstico.

A febre tifóide também é conhecida como sendo a ‘doença das mãos sujas’. Para causar a infeção é necessário um grande número de bactérias no produto consumido, por isso não é comum surgirem surtos de febre tifóide após as enchentes, devido a grande quantidade de água que surge de forma muito rápida, diluindo a concentração bacteriana, no entanto a contaminação de rios é comum.

Sintomas da Febre Tifóide

A febre tifóide manifesta-se através de sintomas como:

  • Febre alta (39-40ºC);
  • Calafrios;
  • Dor na barriga (região inferior direita);
  • Pequenas manchas vermelhas no tronco (mais visíveis nas pessoas de pele clara);
  • Dor de cabeça;
  • Perda do apetite;
  • Alterações intestinais, como prisão de ventre ou diarreia;
  • Tosse seca;
  • Aumento do baço.

Nos adultos, o mais comum é que o indivíduo não apresente todos os sintomas ao mesmo tempo, sendo mais frequente apresentar apenas febre alta e desconforto abdominal. Nas crianças os sintomas mais comuns são apenas febre e diarreia. O diagnóstico é feito pelo clínico geral através do resultado de exames de sangue, de urina e de fezes.

Contágio da Febre Tifóide

A febre tifóide começa após a ingestão de água ou alimentos contaminados com a Salmonella Typhi, que se encontra em locais de baixa salubridade, com saneamento básico precário, esgoto a céu aberto, águas poluídas e falta de hábitos de higiene como lavar as mãos após defecar, consumir água não filtrada e não fervida.

Cerca de 30% dos doentes podem eliminar esta bactéria em suas fezes ou urina por até 4 meses, havendo de risco de contaminar outros indivíduos durante este período, daí a necessidade de melhorar os hábitos de higiene desta família e de sua vizinhança.

O mesmo indivíduo pode apresentar vários quadros de febre tifóide ao longo da vida, porque esta doença não causa imunidade. A vacina contra a febre tifóide pode proteger um pouco, mas não confere 100% de proteção.

Tratamento para Febre Tifóide

O tratamento deve ser indicado pelo médico e requer a toma de antibióticos, como Cloranfenicol por 21 dias. Em alternativa, pode-se usar Ampicilina por 14 dias, Sulfametoxazol + Trimetoprima por 14 dias ou Cetriaxona por 14 dias ou outro esquema terapêutico indicado pelo médico.

Nos casos mais graves pode ser necessário permanecer internado no hospital por alguns dias para administração de medicação antibiótica intravenosa (na veia) e hidratação com soro.

Espera-se a diminuição dos sintomas entre 4-5 dias, mas o tratamento pode durar 3-4 semanas.

Quando o tratamento não começa a ser realizado a doença agrava-se lentamente chegando ao ponto de poder haver perfuração intestinal, sendo potencialmente fatal, o que acontece em cerca de 3% dos casos, no Brasil.

Como prevenir a Febre Tifóide

A prevenção faz-se através de medidas de higiene pessoal e de saneamento básico:

  • Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar as refeições e após urinar ou defecar;
  • Somente urinar e defecar em local apropriado, cobrindo as fezes, em caso de falta de latrina ou banheiro;
  • Consumir apenas água potável filtrada ou fervida e também lavar os alimentos que serão consumidos crus, como saladas e frutas com água nestas condições;
  • Lavar os dentes com água filtrada ou fervida, 2 vezes ao dia com pasta de dentes com flúor para proteger os dentes e evitar cáries e fraturas nos dentes que podem permitir a entrada de bactérias no corpo.

As políticas sociais que promovem o saneamento básico, água encanada e tratamentos dos esgotos são de extrema importância para diminuir o risco de transmissão desta doença.

Bibliografia

  • Manual integrado de vigilância e controle da Febre Tifóide. Ministério da Saúde. Secretaria de vigilância epidemiológica. Brasília, Ministério da Saúde, 2010.

Sobre o Autor

Marcelle da Costa

Marcelle da Costa

Fisioterapeuta credenciada, com formação em Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil.
Empreendedora social, prática e sempre pronta a ajudar!