A autoestima equilibrada é fundamental para o desenvolvimento de toda a criança, por isso, é importante aumentar as hipóteses da criança gostar dela mesma! Com estas orientações, é possível promover o desenvolvimento de crianças confiantes, resilientes e felizes.
Dicas para aumentar a Autoestima Infantil
Desenvolver a autoestima infantil é fundamental para o crescimento saudável e equilibrado das crianças. A forma como se percebem a si mesmas e o seu valor impacta diretamente o seu bem-estar emocional, social e académico. Estas são algumas dicas práticas e eficazes para ajudar os pais a fortalecer a autoestima dos seus filhos, promovendo um ambiente positivo e encorajador.
1. Chame a atenção sem magoar os sentimentos da criança
Por vezes, quando a criança tem um comportamento errado, os pais ou educadores chamam a atenção de forma incorreta, com insultos ou criticando o caráter da criança, por exemplo: “Não tens remédio!” “Fazer sempre a mesma coisa!” “Assim nunca vais ser ninguém na vida!” A forma correta é repreender a atitude errada, nomeadamente: “O que fizeste está errado. Vamos fazer da forma que expliquei?”
Esta abordagem evita que a criança se sinta atacada pessoalmente e ajuda-a a entender que o problema está no comportamento, e não nela enquanto pessoa. Ao separar a ação do caráter, os pais e educadores promovem uma correção mais eficaz e respeitosa, que reforça a autoestima da criança e a encoraja a melhorar. Além disso, é importante oferecer orientação sobre como corrigir o comportamento e elogiar os esforços da criança quando ela demonstra melhorias, criando um ambiente de apoio e crescimento positivo.
2. Valorize o esforço
Toda a criança erra. Por mais que o adulto comunique como e quando algo deve ser feito, em algum momento a criança vai errar. O que se deve corrigir é o erro, valorizando a tentativa da criança em acertar. Evite dizer: O filho da vizinha é tão inteligente, nem precisa estudar e só tira boas notas, enquanto você por mais que estude, não tem jeito. Aprenda a valorizar o esforço da criança em aprender, já que isso pode ser realmente um grande esforço para ela.
3. Crie limites claros
As crianças precisam de limites para se sentirem seguras e protegidas. Não é bom que a criança seja criada em liberdade total, onde ela pode fazer o que ela quiser, na hora que ela quiser. Para a boa educação a criança precisa obedecer aos limites. Por exemplo, o seu filho pode usar o celular para jogar por 2 horas por dia. Se ele ficar mais tempo que isso, deve saber que vai haver uma consequência clara, pela sua desobediência.
4. Desenvolva a Autonomia
Promover a autonomia nas crianças é crucial para que estas desenvolvam uma sensação de competência e confiança nas suas próprias capacidades. Uma forma de fazer isso é permitir que as crianças tomem decisões apropriadas para a sua idade. Por exemplo, escolher a roupa que querem usar, decidir que atividade querem fazer durante o tempo livre ou até mesmo participar na escolha das refeições.
Além disso, é importante dar-lhes a oportunidade de resolver problemas por si mesmas, oferecendo apoio e orientação apenas quando necessário. Quando as crianças percebem que são capazes de tomar decisões e resolver problemas, ganham confiança e aprendem a confiar nas suas próprias capacidades, o que fortalece a sua autoestima.
5. Elogie verdadeiramente
A criança vai se sentir melhor se for criada num ambiente onde ela sente que tem reforço positivo. Ainda que ela erre, deve elogiar a sua tentativa em acertar. Não espere para elogiar somente quando a criança faz tudo certo, as pequenas atitudes do dia a dia também devem ser valorizadas.
6. Ensine o seu filho a lidar com a Frustração
Na vida ele ainda vai se frustrar muitas vezes, então é bom que a criança aprenda desde cedo a lidar com as frustrações e injustiças que acontecem na vida. Afinal, ninguém espera que um adulto faça uma grande ‘birra’ porque não teve a sua necessidade atendida naquele momento exato. Quando a criança se frustar, ela precisa de apoio. Diga que ela precisa entender que nem tudo sai do jeito que nós esperamos. E, acredite, a melhor forma dela aprender a se frustar, é se frustando.
7. Desenvolva Competências Sociais
As competências sociais são fundamentais para navegar na sociedade e para construir relacionamentos positivos e saudáveis. Ensinar as crianças a interagir de forma positiva com os outros pode começar com a simples aprendizagem do “por favor” e “obrigado”, e progredir para competêcias mais complexas, como resolver conflitos de maneira saudável e mostrar empatia.
Atividades em grupo, como jogos e projetos colaborativos, são ótimas oportunidades para praticar estas competências sociais. Como pais podem também encorajar as crianças a partilhar, a cooperar e a apoiar os amigos. Ao aprenderem a comunicar eficazmente e a construir relações saudáveis, as crianças desenvolvem um sentido de pertença e aceitação, o que é vital para a sua autoestima.
8. Ame o seu filho da forma como precisa
O sentimento interno de se sentir amado e valorizado afeta o comportamento do seu filho numa base diária, interfere com a capacidade de a criança se sentir capaz e motivada e contribui positivamente para a autoestima e bem-estar emocional.
Ao demonstrar carinho pelo seu filho, está a contribuir para o seu desenvolvimento saudável. Mas, especializar-se em amar cada filho na sua linguagem própria, falando o dialeto do seu coração, é fundamental! Saiba mais sobre como amar o seu filho da forma como precisa.
9. Seja um bom exemplo
As crianças aprendem muito através da observação e imitação dos adultos à sua volta, especialmente dos pais. Portanto, é essencial que os pais demonstrem uma autoestima saudável e comportamentos positivos. Isso inclui mostrar confiança nas próprias capacidades, aceitar os próprios erros como parte do processo de aprendizagem e tratar-se a si mesmo com respeito e carinho.
Quando as crianças veem os pais a lidar com desafios de maneira positiva, a valorizar-se e a demonstrar resiliência, aprendem naturalmente a adotar essas mesmas atitudes. Ser um bom exemplo envolve também comunicar de forma aberta e honesta sobre sentimentos e experiências, mostrando às crianças que é normal e saudável expressar e gerir emoções.
