Gravidez Parentalidade

Gravidez na Adolescência: Riscos e Consequências

Marcelle da Costa
Escrito por Marcelle da Costa

A gravidez durante a adolescência, que compreende os 11 e 19 anos de idade, pode ser perigosa para a menina, porque o seu corpo ainda não se desenvolveu completamente. Além disso, emocionalmente ela também pode não estar preparada para cuidar de si mesma e de um bebê recém-nascido, complicando ainda mais a situação.


Quais os riscos da gravidez na adolescência?

A gravidez na adolescência é considerada uma gravidez de alto risco porque pode surgir:

  • Má nutrição da menina, e consequentemente do bebê;
  • Aumento das chances de aborto espontâneo;
  • Aumento das hipóteses de parto prematuro;
  • Aumento do risco de sofrer de pressão alta na gravidez;
  • O bebê tem maiores chances de nascer com peso abaixo do ideal;
  • Aumento das chances do bebê nascer com alguma má formação (especialmente quando a gravidez acontece antes dos 15 anos).

Quais as consequências da gravidez na adolescência?

A gravidez na adolescência tem grandes consequências tanto para a menina, como para a criança que está para nascer. Nessa fase da vida, a menina ainda se encontra em idade escolar, não consegue sustentar-se sozinha e vai depender de outros para se manter. Dentre as principais consequências estão:

  • Medo, rejeição da família e do pai do bebê;
  • Baixo rendimento escolar durante a gravidez ou abandono aos estudos;
  • Os filhos de mães adolescentes também tem menor rendimento escolar.

Tanto socialmente, quanto economicamente, é difícil a formação de uma nova família em caso de gravidez antes dos 18 anos. As implicações são muitas e cuidar de si e de um bebê recém-nascido, sem o total apoio da família, pode ser um grande desafio e deixar a menina profundamente abalada.

O que fazer se engravidar na adolescência?

Se engravidar na adolescência deve procurar acalmar-se porque não é o fim do mundo e buscar ajuda emocional com um adulto que o possa ajudar. Uma professora amiga ou a psicóloga da escola podem ajudar, se não tiver coragem de procurar a mãe nesse momento de tantas dúvidas. No entanto, é preciso estar ciente que o pai da criança e os seus pais precisam saber da gravidez e iniciar o seguimento médico e cuidados pré-natais.

O que fazer se não quiser o bebê?

O aborto é permitido em vários países, mas no Brasil, esse assunto ainda é controverso. Nesse momento, no Brasil só permitido abortar com menos de 22 semanas de gestação, em caso de:

  • Aquelas mulheres vítimas de abuso sexual, comprovado,
  • Situações que coloquem a vida da mãe;
  • Comprovação de má formação no bebê, que lhe provoque sofrimento após nascer.

Em Portugal, assim como em vários países africanos também é permitido o aborto quando o bebê apresenta uma grave doença, quando a mãe pode sofrer graves mazelas por causa da gravidez, mas também é permitido por simples vontade da mulher até as 10 semanas de gestação, mesmo no sistema de saúde público.

Se não quiser ficar com o bebê, uma excelente opção é dar para adoção após o nascimento. Muitos casais sem filhos receberão alegremente um filho pela via da adoção legal.

Sobre o Autor

Marcelle da Costa

Marcelle da Costa

Fisioterapeuta credenciada, com formação em Psicomotricidade e Desenvolvimento Infantil.
Empreendedora social, prática e sempre pronta a ajudar!