Will Mayo

Will Mayo é disléxico e conta-nos o seu percurso de vida e a forma como lida com as suas qualidades e supera as suas dificuldades. Com a sua experiência de vida e aptidões pessoais criou o Spoken Layer – uma ferramenta online que permite tornar o conteúdo escrito em oral com vozes verdadeiras agradáveis.

Will Mayo fala sobre a sua infância como disléxico: “Sempre aprendi de forma diferente. Fui sempre o miúdo que fazia algo em primeiro ou em último lugar. Se fosse algo que me inspirava era o primeiro , muitas vezes a ensinar os outros. Noutras situações era a pessoa que estava 2 ou 3 anos atrasada, por exemplo não conseguia ler quando estava no 6º ou 7º ano. Ler era algo que eu não gostava, não era divertido, não tinha qualquer prazer nisso, preferia brincar com blocos ou construir alguma coisa. Foi mesmo difícil para mim. Eu tinha uma aversão a  ler.”

Na entrevista, que poderá ser vista integralmente no vídeo, Will deixa alguns conselhos para disléxicos, pais e educadores.

Para os disléxicos o conselho que dá é: aprecia o fracasso. Vai ser aí que vais aprender mais, vai ser aí que vais chegar à frente. Tirares sempre notas altas não é assim tão útil na tua vida. Ajuda-te na escola, mas é apenas o treino para a vida.”

Já para os pais diz o seguinte: “Preparem-se para ficar frustrados! Não é fácil, mas se o fosse não seria divertido. O importante é o percurso com o seu filho ou filha. E se fizer o que todas as pessoas fazem, não há história para contar, nada para recordar. Esse percurso de aprendizagem e descoberta com o seu filho ou filha é incrível, vai ser algo vosso e deles, único que mais ninguém poderá partilhar.”

“O conselho que eu dou aos professores que lidam com disléxicos é que se distanciem um pouco e olhem para a situação de uma perspectiva mais alargada.  Quando o aluno diz ‘não consigo ler este parágrafo’ ou ‘não consigo soletrar esta palavra’ – não é só isso. E comparado com tudo o que o aluno passa, não é assim tão significativo, embora possa parecer.

Pense um pouco da perspectiva do aluno: Será que precisa movimentar-se ou deitar-se? Precisa de saltar ou simplesmente caminhar um pouco? Precisa de ouvir em vez de ler? Precisa de tocar em vez de ver? Pense em todos os sentidos, temos muitos, mas facilmente voltamos ao habitual, porque é o que sempre fazemos.”

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