Síndrome Alcoólica Fetal

Síndrome Alcoólica Fetal são diversas deficiências a nível de desenvolvimento fetal que podem ocorrer pela ingestão/ consumo  de álcool por parte da mãe durante a gravidez. Estudos realizados em 1994, mostram indícios que o consumo de álcool, por parte do pai, pode ter um efeito directo no desenvolvimento do feto, a nível cognitivo e bioquímico.

Síndrome Alcoólica Fetal

A existência de percentagem elevada de álcool no organismo da mãe, interfere com a passagem de aminoácidos através da placenta e a sua consequente transformação em proteínas. Os cientistas acreditam que o álcool produz uma disrupção na diferenciação das células e no crescimento das mesmas, alterando o desenvolvimento fetal.

A Associação Médica Americana acrescenta que os órgãos imaturos e ainda por desenvolver do feto processam o álcool de forma mais lenta do que a mãe, o que provoca um acumular de toxinas. Michael Dorris, no seu livro “The broken Cord”, descreve: ” Há bebés cuja pele, pelo corpo todo, cheira a vinho. É como se tivessem sido conservados nesse líquido, estando o líquido amniótico saturado de álcool.”

Não só consumo de álcool durante a gravidez aumenta as probabilidades do bebé ter esta síndrome, como também contribui para a existência de tensão, de falta de estabilidade e de disfuncionamento familiar.

Quando as deficiências não são severas denomina-se efeito alcoólico fetal. Esta expressão foi criada em 1973 por um grupo de cientistas da universidade de Washington.