Febre e Autismo

 

Febre e Autismo podem estar relacionadas, de acordo com um estudo apresentado na revista “Pediatrics. Este estudo” refere que a Febre interrompe temporariamente sintomas de Autismo em crianças.

O estudo, realizado pelo Instituto Kennedy Krieger, de Baltimore nos Estados Unidos, envolveu 30 crianças e jovens autistas com idades entre os 2 e os 18 anos. Este estudo permititu verificar a relação entre febre e autismo, ou seja mais de 80% das crianças que tinham febre (38ºC ou mais) mostraram melhorias comportamentais.

Os investigadores da revista” mencionada acreditam que a febre interrompe temporariamente os sintomas de Autismo e afirmam que isto pode trazer mais luz sobre a origem desta perturbação e até fornecer pistas para o tratamento desta síndrome.

A febre restaura a comunicação nervosa nas regiões cerebrais associadas ao Autismo, permitindo que a criança interaja e sociabilize durante os períodos que tem uma temperatura mais alta. Os investigadores afirmam que estes são resultados importantes na medida em que demonstram que o cérebro autista é plástico tendo a capacidade de formar novas conexões perante experiências ou condições diferentes.

Este estudo encontra-se numa fase inicial pelo que é importante proceder a mais investigação para compreender o efeito da febre sobre o autismo e as suas implicações.