O que é Disgrafia e como tratar?

Disgrafia é o transtorno da escrita, de origens funcionais. Disgrafia surge nas crianças com adequado desenvolvimento emocional e afectivo, onde não existem problemas de lesão cerebral, alterações sensoriais ou história de ensino deficiente do grafismo da escrita.

Sintomas de Disgrafia

Identificar os sintomas de Disgrafia ajuda a diagnosticar a criança com esta dificuldade de escrita:

  • Má organização da página;
  • Texto sem unidade, desordenado;
  • Aspeto do conjunto “sujo”;
  • Letras deformadas;
  • Choques entre as letras;
  • Traços de má qualidade;
  • Letras corrigidas diversas vezes;
  • Enlaces mal feitos;
  • Espaços entre as linhas e palavras irregulares, linhas mal mantidas;
  • Pouco grau de nitidez entre as letras;
  • Dimensões exageradas (muito grandes ou pequenas);
  • Desproporção entre pernas e hastes;
  • Postura gráfica incorrecta;
  • Preensão e suporte inadequados dos instrumentos de escrita;
  • Ritmo de escrita muito lento ou muito rápido;
  • Dificuldades na escrita de números e letras;
  • Dificuldades de imitar o que vê (martelar, amarrar sapatos, fazer mímicas);
  • Fenómenos dolorosos geralmente por hipertonia de mão e dedos;
  • Dificuldades para copiar letras e outros símbolos pois não oferecem pista dos padrões motores que se deve usar;
  • Desenhos distorcidos, mal colocados na folha, sem proporção ou planeamento e pobres em detalhes;
  • Excessiva inclinação da folha ou ausência de inclinação.

Causas de Disgrafia

Existem três tipos de causas para a disgrafia, sendo elas: causas maturativas, que se relacionam com alterações da lateralidade de eficácia psicomotora. Estas crianças são por norma desordenadas, apresentam uma escrita irregular ao nível da pressa, velocidade e traçado.

A segunda causa é uma causa caracterial, que está associada à personalidade da criança, ou seja vai influenciar o aspeto do grafismo da criança. Esta causa está também relacionada com fatores psicoafectivos, pois a criança vai reflectir na escrita o seu estado emocional.

Por fim, a última causa é pedagógica, que está relacionada com a alteração do tipo de letra e com a qualidade ou rapidez da escrita. Podem enumerar-se uma série de pontos educacionais que causam transtornos na escrita:

  • Instrução rígida e inflexível, sem respeito pelas características individuais;
  • Erro no diagnóstico do grafismo;
  • Deficiente orientação no processo de aquisição da mestria motora;
  • Orientação inadequada na mudança de “letra à máquina” para “letra à mão”
  • Objectivos demasiado ambiciosos;
  • Materiais inadequados ao ensino;
  • Incapacidade para ensinar a posição correcta do papel e dos movimentos base da escrita.

Exemplo de Disgrafia

Atualizado em 24/09/2018