Autismo – Teorias Psicanalíticas

Autismo – teorias psicanalíticas têm a sua origem em Sigmund Freud. No entanto outros autores, ao longo do tempo, estudaram e desenvolveram mais esta teoria.

Melanie Klein estudou várias psicoses infantis, no entanto não distinguiu autismo de esquizofrenia infantil. Porém reconheceu que as primeiras apresentavam características diferentes de crianças com outras psicoses. Para esta autora o autismo era uma inibição do desenvolvimento, a criança autista apresentava um bloqueio na relação com a realidade.

Margaret Mahler identificou as diferentes fases do desenvolvimento psicológico do bebé. Para esta autora o autismo era uma regressão ou fixação a uma fase inicial do desenvolvimento.

Bruno Bottelheim sugere que o autismo é uma paragem no relacionamento do bebé com os pais, deixando-os fora de todo o processo terapêutico.

Donald Meltzer afirma que na criança autista “ a mente cai aos pedaços como os tijolos de uma construção, pela acção do tempo”.

Francis Tustin afirma que todas as crianças passam por uma fase autista durante o desenvolvimento normal, a diferença está entre o considerado normal e o patológico éo nível que essa fase atinge. Este autor acredita que o autista tem uma incapacidade a nível de experiências sensoriais, o que o leva a isolar-se do mundo exterior.