5 Não Fatos sobre Dislexia

 

A dislexia afecta as competências da criança relativamente à leitura, à ortografia, à compreensão da linguagem e expressão clara na escrita e na fala, no entanto existem alguns fatos que simplesmente não são verdadeiros. Aqui vai encontrar 5 não fatos sobre dislexia:

1. A dislexia não é falta de inteligência

A maioria das crianças, jovens e adultos disléxicos têm uma inteligência considerada normal ou às vezes acima da média, mas como apresentam dificuldades a nível de processamento, retenção, acesso e expressão da informação, muitas vezes são vistas como “pouco espertas”. Normalmente são consideradas “estúpidas” ou “burras”.

2. A dislexia não é preguiça

Dislexia não sinónimo de preguiça. Um estudo, realizado na Universidade de Washington revelou que as crianças disléxicas utilizam uma área cerebral cerca de cinco vezes maior que as crianças sem dislexia ao realizar uma tarefa relacionada com a linguagem. O cérebro de um disléxico esforça-se bastante, longe de ser considerado preguiçoso.

3. A dislexia não significa incapacidade

O disléxico não precisa de ajuda em todas as tarefas ou durante todo o tempo que realiza uma tarefa. Muitas vezes apenas precisa de orientação, motivação e apoio específico. Perceber quando o disléxico precisa de ajuda e fornecer esse apoio na dosagem certa contribui para que este se torne autónomo e lide melhor com a frustração.

4. A dislexia não é sempre igual

Cada criança, jovem ou adulto com dislexia é único. Embora existam traços comuns em todos os disléxicos, o meio ambiente, os estímulos que recebeu ao longo do tempo, a forma como lidou e lidaram com a sua dislexia, vão afetar a individualidade de cada um e forma como aprende e lida com a sua dislexia.

5. A dislexia não tem cura

Existem várias estratégicas para lidar com a dislexia no dia a dia, porém não existe uma cura definitiva. O disléxico não apenas troca letras ou tem dificuldade na escrita ou leitura. Este apresenta um conjunto de características que afeta todas as áreas da sua vida.

É fundamental que pais, educadores, professores, profissionais de saúde e até colegas de turma compreendam que as crianças e jovens disléxicos despendem uma grande quantidade de energia só para viver o dia-a-dia. Não são preguiçosos, nem pouco inteligentes ou incapazes, são apenas disléxicos. Confira alguns disléxicos famosos.